LOGO PPGCAS
UFJ

MARCIA CAROLINA MAZZARO

AUTOR: MARCIA CAROLINA MAZZARO
TÍTULO: DETECÇÃO DE Strongyloides stercoralis POR PCR EM AMOSTRA DE FEZES DE PACIENTES PORTADORES DE DIABETES MELLITUS TIPO 2
ORIENTADOR:  Prof.ª. Dr.ª Rosângela Maria Rodrigues
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: NOVOS MATERIAIS E METODOLOGIAS APLICADAS À SAÚDE
LINHA DE PESQUISA: MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE DOENÇAS
DATA DE APROVAÇÃO: 30/05/2017

 

Resumo:

Strongyloides stercoralis é um nematódeo intestinal que infecta aproximadamente 100 milhões de pessoas no mundo, principalmente em regiões tropicais e subtropicais. A maioria dos portadores de S. stercoralis são assintomáticos ou oligoassintomáticos, o que não significa ausência de ação patogênica. As manifestações extra-intestinais podem levar a quadros graves e potencialmente fatais principalmente em pacientes imunocomprometidos. Na literatura são descritos casos de estrongiloidíase disseminada em pacientes diabéticos, porém não há estudos que determinam a relação existente entre o diabetes e o desenvolvimento da estrongiloidíase. O Objetivo desse estudo foi avaliar o perfil parasitológico e molecular da estrongiloidíase em pacientes portadores Diabetes mellitus tipo 2 (DM2) e analisar sua performance na detecção de infecção crônica assintomática nesses pacientes. A pesquisa foi realizada com pacientes atendidos no ambulatório de diabetes da prefeitura de Jataí - GO e indivíduos não diabéticos residentes no município. Amostras fecais frescas foram obtidas de 149 indivíduos, sendo caracterizados em dois grupos: Grupo I (97) pacientes portadores de DM2, Grupo II (52) indivíduos não portadores de DM2. As amostras fecais fornecidas foram analisadas pelos métodos parasitológicos de Hoffman, Rugai e cultura em placa de ágar, e posteriormente submetidas à análise molecular por técnica de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR) utilizando primer específico. A positividade geral de S. stercoralis pelas técnicas parasitológicas foi de 2,6%(4/149), e apenas um paciente DM2 foi positivo. Com a utilização de técnica de PCR, a positividade geral foi de 16,1% (24/149), sendo 9,3% (9/97) no Grupo I, e 28,8% (15/52) no Grupo II. DM2 mostrou ser um fator de proteção para estrongiloidiase (OR 0,252 IC95% 0,101 a 0,628 p=0,003). Não houve concordância entre os métodos parasitológicos e PCR na detecção de S. stercoralis. Desta forma, a técnica de PCR utilizando primer espécie-especifico para S. stercoralis apresentou maior capacidade de detecção de infecção em portadores assintomáticos diabéticos e não diabéticos.

Pdf ícone

TEXTO COMPLETO