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VANESSA FERNANDES CARVALHO

REFERÊNCIA: Carvalho, Vanessa Fernandes Atividade antiparasitária in vitro do extrato e óleo extraídos da Siparuna guianensis e do alfa bisabolol isolado contra Strongyloides venezuelensis [manuscrito] / Vanessa Fernandes Carvalho. - 2017. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Goiás, Unidade Acadêmica Especial de Ciências da Saúde, Jataí, Programa de Pós Graduação em Ciências Aplicada a Saúde, Jataí, 2017.
AUTOR: VANESSA FERNANDES CARVALHO
TÍTULO: ATIVIDADE ANTIPARASITÁRIA in vitro DO EXTRATO E ÓLEO EXTRAÍDOS DA Siparuna guianensis E DO ALFA BISABOLOL ISOLADO CONTRA Strongyloides venezuelensis
ORIENTADOR: Profa. Dra. Rosângela Maria Rodrigues
DATA DE APROVAÇÃO: 30/05/2017

 

Resumo:

A estrongiloidíase é uma doença negligenciada com prevalência subestimada ocasionada principalmente pela espécie Strongyloides stercoralis, geralmente é assintomática, mas potencialmente fatal em indivíduos imunocomprometidos. Trata-se de uma infecção de difícil diagnóstico devido a eliminação de larvas discreta e irregular, e com alto impacto em saúde pública. Dentre os medicamentos disponíveis para o tratamento da estrongiloidíase, estão o albendazol e ivermectina, mas devido aos efeitos colaterais e o desenvolvimento da resistência, tem-se buscado novas alternativas terapêuticas para o controle do gênero Strongyloides sp. Neste contexto, o objetivo do estudo foi avaliar o potencial anti-helmíntico do extrato etanólico, fração acetato de etila, fração aquosa e óleo essencial rico em alfa bisabolol de Siparuna guianensis bem como do alfa bisabolol isolado no controle de S. venezuelensis. Realizou-se Testes de Eclosão de Ovos (TEO) e Testes de Motilidade Larval (TML) inicialmente com o extrato etanólico, óleo essencial e alfa bisabolol isolado nas concentrações de 0,2 à 1,0 mg/mL e, por fim, foram testadas as frações acetato de etila e aquosa fracionadas do extrato etanólico nas concentrações de 0,05 à 0,8 mg/mL. Foram utilizados como controles positivos o albendazol no TEO e a ivermectina no TML e, como controles, água filtrada e DMSO 1%. Foram utilizadas fezes frescas de gerbilos para realização do TEO e cultura de fezes em vermiculita para o TML. Foi incubado 50 μL dos compostos testados com ovos ou larvas contendo aproximadamente 50 espécimes em tubos eppendorfs para o TEO e TML. Os testes foram feitos em duplicata com réplica, e após incubação à 28°C por 48 horas realizou-se a contagem dos espécimes no TEO, e no TML, as contagens foram realizadas em intervalos de 24, 48 e 72 horas. As contagens nos dois testes foram realizadas em microscopia óptica. Todas as substâncias testadas apresentaram atividade ovicida equivalente ao controle positivo e, provocaram alterações na morfologia dos ovos. Apenas as frações acetato de etila e aquosa apresentaram efeito concentração dependente nos ensaios com ovos. No TML, não houve relação tempo dependente, apenas o extrato etanólico e a fração aquosa de S. guianensis apresentou eficiência equivalente ao controle positivo. Com exceção do alfa bisabolol isolado, os demais compostos apresentaram efeito concentração dependente no TML. A maior concentração do extrato etanólico provocou alterações na cutícula das larvas analisadas. Os testes fitoquímicos do extrato etanólico mostraram a presença de compostos fenólicos, taninos e flavonoides. Infere-se a partir dos resultados que existe sinergismo entre os constituintes químicos dos diferentes compostos analisados no TEO e TML e, que a presença de taninos e flavonoides no extrato etanólico e em suas frações influenciou na atividade ovicida e larvicida observada. Conclui-se que S. guianensis apresentou in vitro potencialidade antiparasitária principalmente do extrato etanólico e suas frações nas diferentes formas de S. venezuelensis.

 

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