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Émelin Alves dos Santos

AUTOR: Émelin Alves dos Santos
TÍTULO: DETECÇÃO DE IMUNOCOMPLEXOS CIRCULANTES EM AMOSTRAS DE SORO DE PACIENTES COM DIABETES MELLITUS INFECTADOS POR Strongyloides stercoralis
ORIENTADOR: Drª. Rosângela Maria Rodrigues
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: NOVOS MATERIAIS E METODOLOGIAS APLICADAS À SAÚDE
LINHA DE PESQUISA: NANOBIOTECNOLOGIA, BIOMATERIAIS E MATERIAIS BIOCOMPATÍVEIS
DATA DE APROVAÇÃO: 04/04/2016

 

Resumo:

A estrongiloidíase é predominante principalmente em regiões de climas tropicais e subtropicais, podendo apresentar-se assintomática quando limitada ao trato gastrointestinal. No entanto, a imunodepressão pode levar a quadros de hiperinfecção e disseminação das larvas. O Diabetes Mellitus (DM) provoca disfunção do sistema imune, tornando o indivíduo mais susceptível a infecções secundárias, como a estrongiloidíase. A cronicidade da doença neste grupo de pacientes dificulta o seu diagnóstico, fato este que tem levado a pesquisa de novas metodologias, como a detecção de imuncomplexos circulantes. Atualmente, existem poucos relatos na literatura sobre a avaliação do perfil imunológico da estrongiloidíase em pacientes com DM, sendo a investigação epidemiológica desta doença importante para o acompanhamento do número de casos. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo determinar os níveis séricos de anticorpos IgG específicos e imunocomplexos circulantes em amostras de soros de pacientes infectados e de indivíduos controle negativo, por ELISA. A pesquisa foi realizada com pacientes atendidos no ambulatório de diabetes da prefeitura de Jataí - GO e indivíduos não diabéticos residentes no município. A autorização para coleta das amostras de sangue foi obtida pela assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), sendo os indivíduos caracterizados em dois grupos: Grupo I pacientes portadores de DM1 e 2, Grupo II indivíduos controle negativo para S. stercoralis e DM. As amostras de soro foram testadas pela técnica imunoenzimática ELISA para detecção de IgG e imunocomplexos circulantes. Foram analisadas 50 amostras de soro do Grupo I e 50 do Grupo II, sendo que 30% eram do sexo masculino e 70% do sexo feminino, para ambos os grupos. Um total de 19 (38%) amostras de soro foram reagentes para IgG no Grupo I e 2 (4%) para o Grupo II, sendo a maioria do sexo feminino com faixa etária entre 57 e 69 anos. Para detecção de imunocomplexos circulantes, apenas uma amostra foi reagente no Grupo I (2%) e nenhuma no Grupo II (0%). A soroprevalência para detecção de IgG anti-Strongyloides em pacientes diabéticos foi elevada quando comparado ao grupo controle, enquanto que a detecção de imunocomplexos circulantes no Grupo I foi baixa. Neste contexto, ressalta-se a importância da realização da pesquisa de imunocomplexos por ELISA como ferramenta complementar para o diagnóstico da infecção ativa por S. stercoralis

 

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