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Ariane Borges Costa

AUTOR: Ariane Borges Costa
TÍTULO: ESTUDO DO PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DO CONSUMO DE Morinda citrifolia Linn (NONI) NOS MUNICÍPIOS DO SUDOESTE GOIANO
ORIENTADOR: Dr. Cleber Douglas Lucínio Ramos
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: MECANISMOS E PROCESSOS BIOLÓGICOS E BIOTECNOLÓGICOS
LINHA DE PESQUISA: MECANISMOS MOLECULARES E FUNCIONAIS ENVOLVIDOS NA MANUTENÇÃO DA SAÚDE
DATA DE APROVAÇÃO: 28/03/2016

 

Resumo:

Os registros quanto à utilização de plantas para fins terapêuticos datam desde as primeiras civilizações. A terapia medicinal perdurou por muitas décadas, sendo substituída pelos medicamentos sintéticos que ganharam destaque após intensas pesquisas na área. Observamos que na atualidade a utilização de plantas com possíveis propriedades biológicas vem crescendo demasiadamente por vários motivos que desencorajam o uso dos alopáticos como custo de medicação alopática e seus efeitos colaterais. Como exemplo dessa utilização, a planta conhecida popularmente como Noni, de nome científico Morinda citrifolia Linn. A M.citrofolia destaca-se por sua ampla utilização para fins terapêuticos, como analgésico, anti-inflamatório, antibiótico, antifúngico, antiviral, emagrecedor e antineoplásico. Porém, devido à falta de estudos experimentais conclusivos, a ANVISA proibiu a comercialização da planta, com base em descrições de casos que alegam que a planta possui potencial hepatotóxico. Contudo, nenhum estudo experimental confirmou essa afirmação, sendo que parte dos trabalhos alegam que a planta possui efeito hepatoprotetor. Nesse sentido, este estudo realizou um levantamento epidemiológico, com um total de 75 entrevistas, sobre o consumo de Noni por indivíduos habitantes da região sudoeste de Goiás que consomem ou fizeram uso da planta Noni. Destes, foram obtidas amostras sanguíneas de 05 voluntários para avaliação de perfil hematológico e hepático. Foi possível analisar que o perfil do consumo de Noni difere do que foi observado no consumo geral de plantas com finalidades terapêuticas, visto que não pode ser considerada como restrito a idosos e a população de baixa renda. Analisamos ainda que a parte mais consumida é o fruto em associação com suco de uva integral em uma quantidade de 20 mL por ingesta. Apesar da proibição imposta pela ANVISA a planta é ainda comercializada e os voluntário afirmam não possuir conhecimento do decreto, e atestam ainda sobre os verdadeiros motivos utilizados pelo órgão para manter a proibição. A análise clínica não foi suficiente para alegar a associação de alterações hepáticas e consumo de Noni, posto que, os indivíduos inclusos nessa etapa da pesquisa possuíam diagnostico de doenças e/ou consumo de fármacos que poderiam promover este tipo de alteração

 

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