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Regyane Ferreira Guimarães Dias

AUTOR: Regyane Ferreira Guimarães Dias
TÍTULO: PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO DE PACIENTES HIV+/AIDS DE MUNICÍPIOS DO SUDOESTE GOIANO E RESISTÊNCIA AOS ANTIRRETROVIRAIS
ORIENTADOR:  Profº Dr Marcos Lázaro Moreli, Co-orientadora: Profª Drª Ludimila Paula Vaz Cardoso
ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: NOVOS MATERIAIS E METODOLOGIAS APLICADAS À SAÚDE
LINHA DE PESQUISA: MÉTODOS DE DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE DOENÇAS
DATA DE APROVAÇÃO: 01/12/2015

 

Resumo:

 

O atual cenário da epidemia da infecção pelo HIV no Brasil inclui a “interiorização”, “heterossexualização” e aumento da emergência de cepas resistentes aos esquemas de terapia antirretroviral (TARV). O município de Jataí é responsável pelo diagnóstico e tratamento dos pacientes portadores de HIV/aids de municípios da regional Sudoeste II de Goiás e já esteve entre as cidades com a maior taxa de detecção de casos de aids do estado. O perfil epidemiológico dos pacientes infectados pelo HIV de municípios de pequeno e médio porte é ainda pouco conhecido, assim como a prevalência de resistência aos ARVs. Este estudo teve como objetivo traçar o perfil clínico e epidemiológico dos pacientes HIV+/aids atendidos em Jataí entre os anos de 2005 a 2015 e, entre os pacientes em TARV no ano de 2015, identificar mutações de resistência aos ARVs e os subtipos do HIV-1. De 539 pacientes HIV+/aids atendidos em Jataí, a maioria era do sexo masculino, com predomínio da infecção na faixa etária de 30 a 34 e 40 a 49 anos. Entre pacientes do sexo feminino, a infecção ocorreu predominantemente entre 19 a 24 e 40 a 49 anos. A categoria da exposição ao HIV-1 sexual sem proteção prevaleceu, sendo dominante a preferência heterossexual. A maioria dos pacientes era sintomático ao diagnóstico, sendo a perda ponderal a queixa predominante. A pneumocistose e a neurotoxoplasmose foram as infecções oportunistas relacionadas à aids mais frequentes e a aids foi a causa básica do óbito na maioria dos casos. Entre os pacientes em TARV houve diferença significante entre as medianas das contagens de células T CD4+ e entre as medianas da quantificação da carga viral inicial (na admissão) e final (atual). O teste de genotipagem para a identificação dos subtipos e resistência aos ARVs foi realizado em 26 amostras de pacientes em TARV, sendo 21 amostras amplificadas. O subtipo B prevaleceu (19/21) e 2/21 foram classificadas como subtipo F1. A prevalência de resistência secundária foi de 52,4%. A maioria dos isolados com resistência (7/11) apresentou mutações a mais de uma classe de ARVs e 4 isolados para uma única classe. A mutação mais frequente foi a M184V, seguida da K103N e de mutações associadas à timidina (TAMs-D67N, M41L, L210W e T215Y). Os dados apresentados neste estudo contribuem para o mapeamento da diversidade do HIV-1 e da vigilância da resistência aos ARVs em pacientes do Sudoeste goiano e, certamente serão úteis para o planejamento de ações específicas de vigilância epidemiológica local.

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