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ADALINE FRANCO RODRIGUES

AUTOR: ADALINE FRANCO RODRIGUES
TÍTULO: FREQUÊNCIA DO POLIMORFISMO -420C/G (rs1862513 ) NO GENE DA RESISTINA E SUA CORRELAÇÃO COM A OBESIDADE
ORIENTADOR:  prof. Dr. Wagner Gouvêa dos Santos
DATA DE APROVAÇÃO: 29/09/2017

 

Resumo:

A obesidade é considerada atualmente um sério problema de saúde pública, especialmente por desempenhar um papel relevante na patofisiologia de várias doenças. A influência da obesidade sobre algumas desordens metabólicas tem sido atribuída a capacidade de células componentes do tecido adiposo produzir diversas citocinas pró-inflamatórias como resistina (RETN). Estudos recentes têm mostrado que genes codificadores desta proteína podem apresentar alterações genéticas potencialmente relacionados à predisposição a obesidade. Objetivo: O presente trabalho objetivou evidenciar a associação entre o polimorfismo -420C>G (rs1862513) do gene codificador para RETN e a obesidade em uma amostra de adultos residentes no município de Jataí - GO, Brasil. Metodologia: Realizou-se um estudo transversal com 117 adultos de ambos os sexos, residentes em Jataí e municípios circunvizinhos. Dados fisiológicos e medidas antropométricas foram obtidos e utilizados para classificação dos indivíduos de acordo com o índice de massa corporal (IMC), Circunferência abdominal (CA), Pressão arterial sistólica e diastólica (PAS e PAD), bem como dados laboratoriais de perfil lipídico e glicemia de jejum. Os polimorfismos foram identificados a partir do DNA extraído de células mononucleares do sangue periférico, pela técnica da PCR-RFLP. As amostras cuja extração de DNA ou técnica de PCR-FRLP não obtiveram sucesso foram excluídas da pesquisa, de forma que as correlações entre os dados antropométricos e laboratoriais com os genótipos encontrados foi realizado com um N = 72. Análises estatísticas foram realizadas para determinar se e qual genótipo está associado a obesidade. Resultados: (57%) da amostra estudada se encontra com o IMC ≥ 25, sendo mais prevalente no sexo feminino. A partir da amostra total 51% dos indivíduos possui circunferência abdominal considerada como risco aumentado ou muito aumentado para obesidade representando mais de 58% das mulheres e mais de 38% do grupo masculino. Houve correlação positiva entre IMC, CA e PAS. Em relação ao perfil genômico do polimorfismo RETN -420 C<G, foi possível observar que não houve diferença estatística entre o polimorfismo estudado e as variáveis gênero e cor/raça. Também não houve diferença estatística entre os grupos de IMC ≤25 e IMC≥25 e perfil lipídico em relação aos modelos genômicos e alelos do polimorfismo, mas foi encontrado diferença estatística entre o IMC e perfil lipídico, indicando índice de massa corpórea influencia o perfil lipídico mas não está associado ao polimorfismo . Quanto as classificações de CA, verificou-se que a frequência do genótipo C/C foi de 50% na população com risco muito aumentado apresentando uma diferença estatisticamente significativa se comparado aos demais grupos, tanto na análise através do modelo codominante (C/C; C/G; G/G) com p= 0,024, quanto no modelo dominante (C/C; C/G+G/G). Conclusão: Esta pesquisa sugere que o alelo selvagem C está relacionado ao aumento da adiposidade abdominal. O aumento dessa adiposidade por sua vez, pré-dispõe ao risco de doenças cardiovasculares como a hipertensão arterial. Apesar de não ter sido encontrado correlação entre o modelo genômico e o IMC, esta pesquisa não exclui a possibilidade de que haja correlação entre esse gene e a obesidade, sendo  necessário mais pesquisas, com tamanhos amostrais maiores e associações com outros polimorfismos capazes de esclarecer o papel da adipocina resistina na
obesidade.

 

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