Rosana Gebbardt Alves Cunha

Por Bárbara Oliveira Mise à Jour 10/02/26 09:10

Dados de Conclusão:

AUTORA: Rosana Gebbardt Alves Cunha
TÍTULO: A melatonina protege a homeostase vascular restaurando o equilíbrio redox do tecido adiposo perivascular na hipertensão arterial
ORIENTADOR: Professor Doutor Rafael Menezes da Costa
DEFESA DA DISSERTAÇÃO: 17/11/2025

Resumo: 

O tecido adiposo perivascular (PVAT) exerce um papel vasoprotetor ao liberar fatores que modulam o tônus vascular. Na hipertensão arterial (HA), o PVAT sofre alterações fenotípicas caracterizadas por aumento do estresse oxidativo, inflamação e perda de sua função anticontrátil. A melatonina é uma molécula pleiotrópica com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. Este estudo investigou se a melatonina é capaz de restaurar a função do PVAT e melhorar a reatividade vascular em ratos espontaneamente hipertensos (SHR). Ratos Wistar e SHR foram tratados com veículo ou melatonina (5 mg/kg/dia, via oral) por 14 dias. A reatividade vascular foi avaliada em anéis de aorta com e sem PVAT, em resposta à fenilefrina e à acetilcolina. No PVAT, foram mensurados a geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), os níveis de peróxido de hidrogênio (H₂O₂), a biodisponibilidade de óxido nítrico (NO), a expressão e atividade de enzimas antioxidantes, além das citocinas inflamatórias. Adipócitos marrons da linhagem WT1 foram estimulados com angiotensina II, na presença ou ausência de melatonina, para avaliar a expressão gênica de marcadores redox e indicadores de estresse oxidativo. O PVAT de SHR apresentou perda da função anticontrátil e relaxamento endotelial prejudicado, associados a aumento da produção de EROs e H₂O₂, redução dos níveis de NO e aumento da expressão de NOX-1. A atividade da catalase e a biodisponibilidade de NO estavam diminuídas, enquanto as citocinas pró-inflamatórias encontravam-se elevadas. O tratamento com melatonina restaurou o efeito anticontrátil do PVAT, melhorou o relaxamento induzido pela acetilcolina, reduziu o estresse oxidativo, restabeleceu a atividade da catalase e preservou os níveis de NO. In vitro, a melatonina preveniu a geração de EROs induzida pela angiotensina II, a superexpressão de NOX-1 e a redução da catalase em adipócitos. Conclui-se que a melatonina restaura a função do PVAT e a reatividade vascular na hipertensão arterial, reduzindo o estresse oxidativo, preservando a atividade de enzimas antioxidantes e melhorando a biodisponibilidade de NO. Esses resultados indicam que a melatonina apresenta potencial terapêutico para reverter a disfunção do PVAT em condições hipertensivas.

 

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