VIVIANE LOVATTO

Por Kelly Cristina Silva Prado Mise à Jour 04/05/23 16:17
AUTOR: VIVIANE LOVATTO
TÍTULO: INFLUÊNCIA DO SÓDIO SÉRICO SOBRE A VARIABILIDADE DA FREQUÊNCIA CARDÍACA DE DOENTES RENAIS CRÔNICOS DIALÍTICOS
ORIENTADOR:  Profª Drª Patrícia Leão da Silva Agostinho, Coorientadora: Profª Drª Sabrina Toffoli Leite
DATA DE APROVAÇÃO: 11/07/2019

 

Resumo:

Introdução: indivíduos com doença renal crônica dialíticos, frequentemente apresentam desequilíbrio no sistema nervoso autônomo (SNA) bem como perturbações no equilíbrio hidroeletrolítico, o que pode repercutir negativamente no sistema cardiovascular. Objetivo: analisar a influência do sódio sérico (sNa) sobre a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) de doentes renais crônicos dialíticos. Métodos: um estudo transversal com abordagem comparativa foi realizado com indivíduos de ambos os sexos, submetidos à hemodiálise de manutenção e um grupo controle. Foi realizada a análise dos prontuários dos voluntários dialíticos, avaliação antropométrica, análise da VFC em repouso, no domínio do tempo (DT) e da frequência (DF) e avaliação dos marcadores bioquímicos da função renal. Os voluntários foram alocados em três grupos, sendo grupo dialítico normotremia (GDN), com valores de sNa dentro dos parâmetros de normalidade; grupo dialítico hiponatremia (GDH), com valores de sNa inferiores à normalidade; e um grupo controle (GC), sem doença renal. Resultados: a amostra foi constituída por 32 voluntários, sendo o GC = 10, GDN = 14 e GDH = 8 participantes. Não foram encontradas diferenças entre os grupos nas variáveis antropométricas e clínicas. Para as variáveis bioquímicas da função renal, houve diferença entre o GC vs GDN e GDH. A análise da VFC no DT, mostrou que o GDH apresentou redução da VFC em comparação aos demais grupos. Enquanto que, no DF, o GDN exibiu modulação com predomínio simpático, enquanto que o GDH mostrou modulação com predomínio parassimpático. Conclusão: os resultados sugerem que em pacientes dialíticos, há redução da VFC e que o estado de hiponatremia intensifica a disautomia cardíaca, o que aumenta o risco de um evento cardiovascular

 

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